Eu estava planejando fazer um post sobre cada assunto, mas resolvi juntar e intercalar os dois num post apenas (e de certa forma, estão envolvidos indiretamente, ou talvez até diretamente). Novamente vou falar de música (“de novo?” - você se pergunta; minha resposta: "sim, porra!") e de amor. O post pode até vir a ficar meio gay, mas o que vale é a intenção (???).
No caso da música, venho especificamente falar sobre duas músicas. Uma se chama I’ll Try Anything Once, e a outra, You Only Live Once. A pequena semelhança no nome de ambas as músicas – ambas da autoria da banda The Strokes – não é mera coincidência. A primeira, uma música calma onde apenas um piano (tocado por Nick Valensi) e a voz contida de Julian Casablancas se fazem presentes, compondo uma bela melodia e harmonia musical, que pode até mesmo ser lembrado e comparado vagamente com a Bossa-Nova. Já a segunda música, é mais rock, mais estilo Strokes de ser: duas guitarras fazendo pequenos riffs fáceis (porém pegajosos), com a voz de Casablancas mais “solta” e um pouco agressiva. Na verdade, I’ll Try Anything Once é a versão demo de You Only Live Once, ou seja, algo como a música “base” da “versão final” (e pronta), que no caso, é a You Only Live Once.
E por que escolhi essas duas músicas? Veja a letra de cada uma, aqui e aqui, respectivamente (e suas traduções, aqui e aqui). O que me atrai em ambas é a sua idéia única: sobre a nossa vida, que vivemos uma única vez. Não sei quanto às outras pessoas, mas eu, particularmente, quando penso sobre o fim da minha vida, uma sensação de imenso vazio toma conta de mim. É estranho. Todos têm objetivos de vida. Por menor que seja, existe: um trabalho a ser realizado, um filme a ser assistido, uma música a ser ouvida, qualquer coisa do tipo (por menor que seja). O mais comum dos objetivos – e é apenas uma suposição minha – é a busca incessante do ser humano por um grande amor. A procura da pessoa amada, que seja companheira(o) para todas as horas, que te complete, que seja compreensiva(o), carinhosa(o) e etc. Eu tenho uma namorada (da qual gosto muito), e sem ela, provavelmente esse texto não existiria. Em um futuro texto, posso até vir a especificar as diversas boas influências dela sob a minha a vida.
Como disse anteriormente, há uma certa ligação entre ela e as músicas citadas ali. Antes, quando eu ainda não a namorava (mas já gostava), eu era um bundão, e precisava sempre de uma ajuda e um empurrãozinho dos amigos pra, veja só, apenas falar com ela (nem que fosse um simples “oi”). A timidez faz isso com as pessoas. Eu só fui conhecer Strokes um pouco, bem pouco, mais afundo no fim do ano passado, quando um amigo me apresentou umas cinco músicas deles (e uma com mais destaque dentre as outras, mas isso não vem ao caso). Dentre estas, estava a You Only Live Once. Num certo dia de abril (ou seria março?) desse ano, eu estava fazendo uma pequena limpeza no computador, e me deparei com essa música (junto com as outras músicas) jogada num canto da minha HD. Ouvi e gostei bastante, de tudo nela. E quando vi a letra na Internet, senti que minha vida, nem que fosse em apenas pequenas frações, havia mudado. Eu já tinha consciência de que vivemos apenas uma vez, e que deveríamos viver intensamente, aproveitando ao máximo a vida que nos foi concedida (sem fazer besteiras e envolver outras pessoas nelas, claro). Porém, com essa música, todo esse pensamento se intensificou. Isso me fez dedicar com mais firmeza em relação a vários aspectos da vida, mas só vou citar, novamente, o amor. A minha timidez ainda existia, mas agora com (muito) menos intensidade. E eu consegui conquistar a tão sonhada guria, no final das contas. Um pequeno objetivo de vida alcançado. E a satisfação da realização do objetivo é imensa, não apenas pela realização em si, mas pelo tópico ser o amor, um dos maiores desejos (mesmo que sub-conscientes) do ser humano.
Eu só vim a conhecer a I’ll Try Anything Once posteriormente, pois não se tratava de uma música “oficial”, e sim de um extra (afinal, é a música demo de You Only Live Once). O que me chamou atenção nessa música foi exatamente como seu som destoa do padrão Strokes de ser, e também pelo fato de eu achar sua letra mais elaborada e direta, em relação à questão “viver – bem – uma vez”.
A lição que eu posso tentar passar com essa pequena experiência que tive, somada aos meus conhecimentos básicos de vida, é a filosofia que essas músicas passam. Viva uma vez, e viva bem, aproveitando ao máximo, podendo ao fim de sua vida, olhar pra trás e refletir: “Ótimo! Eu aproveitei o que pude, estou satisfeito com a vida que tive”. É o que eu quero. E, claro, realizando os seus objetivos. Cada um tem o seu – como eu já citei anteriormente. Pode ser amor, pode ser financeiro, pode ser sobre status, pode ser qualquer coisa: o importante é correr atrás das suas ambições, pra não haver arrependimentos posteriores.
Finalizo com uma frase que vem no encarte original do CD First Impressions Of Earth, dos Strokes. Justamente na página da letra de You Only Live Once, eis a mensagem que surge (tradução feita por mim, pode não estar correta):
“With a hundred ways to do a dozen things, why not try it all?”
(Com uma centena de maneiras de fazer uma dezena de coisas, por que não tentar todas?)
(Com uma centena de maneiras de fazer uma dezena de coisas, por que não tentar todas?)
Pense sobre isso. Antes que seja tarde demais.


2 comentários:
O importante é você pensar e tentar.
Seja qual for o assunto em questão =D
Maravilha, tem que ir tentando mesmo, e aprendendo.
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