sábado, 11 de abril de 2009

Sonho de uma noite de Outono

Eu tenho, assim como pressuponho que você deve ter, sonhos (muitos ou não). Ambições, objetivos, metas a serem alcançadas. No meu caso, possuo muitos sonhos. Pode soar ridículo – ou não – mas eu já sonhei um dia em ser um cozinheiro. Sim, desses chefs de cozinha que são mestres na arte de cozinhar um bom arroz e feijão, grelhar aquela carne esperta e fritar um ovo melhor do que o de nossas mães (isso é uma particularidade minha, já que eu simplesmente adoro a comida que minha mãe prepara; enquanto que conheço amigos que dizem que “toda comida de mãe é boa”, já vi dizerem que “nem sempre”). Por quê?

Lembro de uma época, quando eu ainda era mais criança, em que eu tava vidrado em comida. Mas não no sentido de comer, mas sim, no de “ver”. Eu gostava de assistir minha mãe preparar a janta pra família enquanto ela falava ao telefone, um divertimento peculiar pra uma criança de 10 anos (chutei uma idade qualquer, já que eu não lembro exatamente da época do ocorrido). Como ela fritava os bacons, a maneira de temperar os bifes de frango, o jeito de mesclar o arroz com a cenoura desfiada... pra mim aquilo tudo parecia mágico, fantástico. E sinceramente eu não sei porque. Então meu instinto de independência agiu e eu comecei a tentar preparar meus próprios alimentos, e sempre tentando preparar coisas ‘novas’. Mas claro que era tudo mais simples em relação ao que a minha mãe preparava. Miojo temperado com molho shoyu me parecia ser algo genial e de fato era delicioso pro meu paladar. Felizmente ou infelizmente esse sonho foi passageiro (mais precisamente até o dia em que eu deixei queimar bacon e coloquei a panela ainda quente em cima da mesa; um buraco foi aberto no tecido que revestia a mesa).

Eu vivo fases. Fases de tudo na vida: de ouvir certas músicas, de escrever de um jeito específico/peculiar no MSN, falar com mais freqüência certas gírias/expressões e, claro, a fase de ter sonhos específicos. Já vivi a fase do cozinheiro, a fase do jogador de futebol, a fase do desenhista, a fase do ator, a fase do escritor, a fase do engenheiro químico (sim...), e atualmente – já tem um certo tempo – vivo a fase do músico. É, se você for olhar alguns posts atrás, verá que eu já escrevi que gostaria de ter a música do meu lado por muito tempo ainda. E, olha, isso foi no ano passado.

Um músico. Daqueles que tocam numa banda com um som agradável (não precisa ser um estilo específico por ora, já que me agradam muitos estilos – apesar de minha preferência sabidamente ser o rock), que viajam pelo mundo pra levar sua música pra todo tipo de gente, que fazem shows pra mais de 50 mil pessoas de uma vez só. Eu gosto muito de tocar guitarra. Mas eu não precisaria ser necessariamente um guitarrista, já que eu também gosto de cantar (mesmo minha voz não sendo das melhores), tocar baixo me parece muito interessante (de fato já me apresentei tocando baixo e cantando), e eu sou um autodidata muito podre em bateria (mas eu gosto de fazer barulho em uma). A música me desperta um sentimento indescritível e prazeroso... totalmente inexplicável mesmo. E no fim eu sempre busco refugo na música pra escrever nesse blog, né não?

As sensações que certas músicas me trazem são tão fortes que eu chego a ficar viciado nelas. É como uma droga, mas uma boa droga (ou não, já que meus ouvidos não são indestrutíveis), e que eu digo sem medo mesmo que eu gosto e muito. Tocar, cantar, ouvir... tudo isso me parece muito “especial”. Eu não toco muito bem e como já disse, minha voz não é das melhores. Mas o meu desejo de superar esses obstáculos (nada que um bom treino não resolva) não é muito grande. Sim, já que o meu treino não me parece ser o suficiente e porque minha voz só piorou de uns tempos pra cá (é, eu já cheguei a cantar bem). Até que eu vejo shows. Não necessariamente na internet, e no caso irei citar um em específico: Live At Slane Castle, do Red Hot Chili Peppers, uma das minhas bandas prediletas. Ver esse show no meu DVD simplesmente me dá tesão (é isso mesmo). É sobrenatural o jeito dos integrantes da banda tocarem, se moverem enquanto o fazem, sentindo cada nota sendo tocada, cada acorde sendo emitido, cada batida sendo ritmada... só uma palavra pra definir isso: orgasmo. E pra puta que pariu com a formalidade.

Viver disso me parece ser a coisa mais legal do mundo. Tirando a parte problemática que todas essas bandas vivem – bebida e drogas – eu acho isso tudo muito bacana (eu não bebo e nem me drogo, só pra constar). Mas, novamente, eu não acho que eu tenha muita ambição pra perseguir isso. O que é uma pena. Expor essa minha fraqueza dessa forma pode soar até patético, mas eu não me importo. Um dia ainda vai chegar o sonho que eu vou buscar com determinação. Pode ser esse mesmo, pode não ser; fato é que eu ainda vou atrás de algo “grande”, pois eu não quero viver minha vida como muitas pessoas vivem as suas: em branco. Talvez essa seja a minha ambição, não ser um Zé-ninguém. Agora só falta eu achar o ramo em específico da vida que eu vou atrás de verdade.

Independente de ser música, cinema ou gastronomia, vá atrás das suas ambições. Eu prometo que vou me esforçar mais também (fato). A vida não nos permite muitas chances pra realizar nossos sonhos, então é algo que a gente deve agarrar e seguir com vigor. Algo que já usei em outro post cabe perfeitamente aqui: “você só vive uma vez”. Keep that in mind, dumbass!


You Only Live Once by LSF-1945


4 comentários:

suzanne ! disse...

Pois é. Talvez seja iso que eu não queira também: deixar a vida passar em branco.
Olha, fique sabendo que sendo você um músico, um cozinheiro, um jogador de futebol ou até mesmo um zé-ninguém, eu quero estar do seu lado, vendo você ter seu sonho - qualquer que seja ele - realizado.

=]

Nefelibata disse...

Interessante. O que faz alguém deixar de ser um Zé Ninguém, especificamente?

yukitori disse...

O mais importante, acredito eu, é aproveitar intensamente essas fases. Uma hora você quer ser cozinheiro? Ótimo, aproveite para aprender a cozinhar! Quer ser um escritor? Leia bastante. Quer ser um jogador de futebol? Vai jogar bola!

Melhor do que ficar se lamentando de nunca ter tentado.

Leo - It's a long way... disse...

a fase do engenheiro químico (sim...)

dificil e acreditar... xD

Hey gus naum importa o caminho q vc siga mano, te darei apoio e tentarei te ajudar no que for possível ;D

vai na fé dude!